
Juro que hoje cheguei a um nível de estresse que nunca pensei ser possível. Impossível para uma pessoa de dezoito anos que tem um emprego relativamente bom numa instituição financeira do porte da qual eu trabalho, bolsa integral na faculdade e um cartão de crédito que não sai do Biroska.
Saí do banco, cortei o cabelo, cheguei em casa e me deparei com minha lista de afazeres até o fim da semana - três provas, três trabalhos, dois livros, horário marcado no estúdio e, diga-se de passagem, a famigerada faxina de fim de semana que já está atrasada, aqui em casa, há três sábados/domingos. Sentei no sofá, implorei pro chão abrir e eu cair no fosso e, de repente, o telefone toca. Caí no choro. Mas não foi um daqueles choros bonitinhos onde você agarra o bichinho de pelúcia pensando na mulher amada. Foi algo do tipo ‘vaisefuder’. Pronto.
Crise passada, ótima apresentação de design na faculdade e uma alergia misteriosa toma conta de mim. Estou com a pele do rosto descascando inteira, manchas roxas pela face, alguns vergões e inchaços - além de um ardor insuportável que, às vezes, toma conta das bochechas.
- Nossa Macho, estou com dó de você.
Não fique. Esqueci de contar que meu oftalmologista me informou pela manhã que preciso usar óculos de 1,25 grau.
Agora sim, sinta-se a vontade para sentir pena desta pobre alma.